Não à reabertura das escolas sem a vacinação de todas/os das/os trabalhadoras/res da educação!

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Todo apoio à greve das/os trabalhadoras/res da educação das redes municipais e estadual do Rio de Janeiro.

Não à reabertura das escolas sem a vacinação de todas/os das/os trabalhadoras/res da educação (Das/os professoras/os às/aos terceirizadas/os)

Ultrapassamos os 222 mil mortos pela COVID-19 e ocupamos o segundo lugar em óbitos  e o terceiro em números de casos confirmados em escala global. Mesmo diante deste quadro, os governos federal, estadual e municipais se negam a adotar medidas eficazes de controle epidemiológico e de isolamento social, cedendo à pressão dos empresários e ricos que só pensam em seus lucros e desprezam a vida do povo.

A abertura das escolas públicas somada a ausência de uma política de controle epidêmico contribuirá de forma significativa para o aumento de casos de contágio e mortes diárias e de reinfecções, uma vez que a circulação cada vez maior de pessoas faz aumentar a transmissibilidade do vírus, as mutações e a circulação de novas variantes entre a população em geral. De acordo com o censo escolar de 2020, estamos falando de um universo 47,3 milhões de estudantes e de 2.189.005 docentes, apenas na educação básica (quase 1/4 da população brasileira, hoje de aproximadamente 209,5 milhões). Além de colocar em risco a vida das/os trabalhadoras/res da educação, a volta presencial das escolas tornarão os estudantes vetores de transmissão para os seus familiares e parentes e os demais trabalhadores em atividade. 

Forçar a abertura das escolas sem vacinação das/os trabalhadoras/res da educação somados ao descaso dos governantes e de atraso na programação de vacinação em massa é mais um ato de genocídio promovido pela classe dominante e seus governos no âmbito federal, estadual e municipal.

A continuidade desta política coloca enormes desafios para as/os trabalhadoras/res da educação e as/os trabalhadoras/res  em geral e a tarefa de construção de uma luta unificada considerando as realidades distintas das redes de educação, principalmente no que se refere às condições de estudo e de trabalho. As/os trabalhadoras/res das escolas privadas já foram forçadas ao retorno presencial através do rodízio e do modelo híbrido de atividade de ensino e, ao longo do distanciamento social, estiveram sujeitos à sobrecarga de trabalho com as atividades remotas e às demissões, devido à pressão dos donos de escola e das famílias da classe dominante ou de subgrupos de trabalhadoras/res com melhores salários. Enquanto as/os trabalhadoras/res das escolas públicas estão sendo pressionadas a voltarem com as aulas presenciais sem a vacinação pelos governantes e pelos donos de escolas privadas e a burguesia em geral, no início de fevereiro, o que fez com fosse deflagrada greves pela vida nas redes estadual de educação e redes municipais, como Búzios e Rio de Janeiro. Isto é INADMISSÍVEL e INACEITÁVEL, uma vez que hoje já temos duas vacinas aprovadas pela ANVISA com capacidade de produção nacional e outras aguardando autorização de uso emergencial. A pressão de reabertura das instituições de ensino vem aumentando sobre as/os trabalhadoras/res da rede federal de ensino, tanto da escola básica quanto das universidades, com previsão para março.

Não retornaremos sem vacinação, um quadro epidemiológico de baixo risco e um protocolo de segurança nas unidades escolares, seguido de mais contratação de trabalhadoras/res da educação e melhoria da infraestrutura das escolas públicas sucateadas, onde temos salas pequenas e superlotadas, sem ventilação adequada, banheiros sem estrutura mínima e outros inúmeros problemas que estudantes e trabalhadoras/res conhecem bem e denunciam recorrentemente, mas que as algumas autoridades de saúde ligadas à grande mídia corporativa e burguesa (Globo, SBT, Record, etc), aos governantes e aos donos de escolas particulares insistem em desconsiderar, mesmo sabendo da situação das escolas públicas de massa no Brasil, e contribuem de forma consciente para ampliar o genocídio. Não tomam tal posição porque desconhecem, mas sim porque estão comprometidos ideologicamente com a política da morte.

Caso o governo não recue, é deflagrar greve pela Vida em cada município e Estado que impuser o retorno sem vacinação e não comparecer às unidades escolares. Os governos que se virem para garantir a aceleração da vacinação da fase 4, ainda sem data, em que está prevista a imunização tanto das/os trabalhadoras/res da educação, quantos das/os trabalhadoras/es de serviços essenciais, segurança, populações carcerária e de rua e pessoas com deficiências, sem o comprometimento para os demais prioritários de fases anteriores (idosos e pessoas com comorbidades). Logo em seguida, exigimos a vacinação da população em geral. Apenas desta maneira, teremos chance de sobreviver e não virar Manaus.

Nossa tarefa agora é intensificar a organização coletiva de nossas categorias e de lutar pela vida, conclamando as/os demais trabalhadoras/res a se somarem a Campanha Vacinação para todos e para todas. Nossa pauta específica e única, deve ser pelo retorno apenas com vacina e protocolo de segurança. Precisamos nos unificar e sermos solidários uns com os outros, somando a cada luta das/os trabalhadoras/res contra a política da morte.

Nossa pauta geral pode começar pelo retorno ao isolamento social com garantia do emprego (através da convocação de greve geral com bloqueio de vias e o impedimento da circulação das pessoas), a vacinação em massa, a manutenção do auxílio emergencial para as/os trabalhadoras/res informais e a melhoria dos transportes públicos ampliando a sua oferta para evitar a aglomeração. Além disso, defendemos que em momentos de efetivo isolamento social e sem aulas, haja redução da jornada de trabalho sem redução salarial, para que as tarefas domésticas e de cuidados não sejam mais um fardo que levem as famílias pressionarem a volta das aulas pelo cansaço dos cuidados domésticos com aumento da carga de trabalho tanto para a maioria que continua trabalhando presencialmente como aqueles que puderam trabalhar em home office. Este dilema impacta principalmente as mulheres, que muitas vezes têm que abandonar o emprego para dar conta desta tarefa que “recai sobre seus ombros”. Além disso, os estados, municípios e o governo federal devem fornecer alimentação para as famílias com estudantes matriculados e que dependem da merenda escolar. Outras tantas reivindicações que os trabalhadores julgarem corretas e comuns entre nós, como, o congelamento de aluguéis e redução do preço das cestas básicas.

Sabemos que a correlação de forças é das piores e os governantes e a burguesia vem com um rolo compressor a fim de esmagar nossos corpos e acabar com nossa esperança e nosso futuro, tirando de nós o pouco que temos, as nossas vidas e dos nossos familiares. Temos consciência que parcela da falsa esquerda está mais preocupada com as eleições de 2022. Mas observamos que entre as/os trabalhadoras/res comuns que se deixam enganar por estes que se advogam seus líderes há muitos sinceros e verdadeiros que possuem força e disposição para enfrentar o leão e não fogem à luta.  Neles também que temos que apostar nossa esperança de luta. Parar de falar só entre nós, sair das redes sociais e ir para a militância real da maneira que der, já que não sobra muito tempo para isto, numa sociedade capitalista que submete as/os trabalhadoras/res mais pobres a dura sobrevivência e a luta diária para não passar fome.

Sabemos que o chamado “ensino remoto” foi e continua sendo uma gambiarra que muitas vezes têm levado estudantes e trabalhadoras/res ao adoecimento. Sempre defendemos que neste momento era importante manter o contato com estudantes e fazer um acompanhamento sem a pressão do ambiente escolar dentro de um contexto de pandemia. O conteúdo poderia ser plenamente recuperado nos meses e anos posteriores a essa pandemia.  

As/os trabalhadoras/res devem exigir a vacinação prioritária para os setores essenciais e daqueles que estão ou podem estar em situação de risco devido à atividade desenvolvida ou condição de saúde, como, por exemplo, idosos, as/os trabalhadoras/res da educação e da saúde, dos transportes, dos mercados/farmácias. Simplesmente adiantar a abertura do setor  da educação sem vacinação e colocá-la como essencial fora de um contexto de vacinação geral só tem como objetivo impedir mobilizações e greves. A reabertura gradual dos setores fechados deve ocorrer somente com a vacinação das/os  trabalhadoras/res, considerando o estágio da pandemia e o  plano de segurança de cada atividade. Com esta pauta única tentar aglutinar outros setores da classe trabalhadora.

RUMO À GREVE GERAL PELA VIDA!!!

RESISTIR À POLÍTICA DA MORTE!!!

VACINAÇÃO PARA TODOS E TODAS!!!

RETORNO PRESENCIAL SÓ COM VACINAÇÃO DOS TRABALHADORAS E TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO!!

ADCEFET-RJ – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional

Gestão Ação e Participação 2019-2021

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